A organização do Anexo SL e termos utilizados nas normas ISO

Funcional o Anexo SL

Entenda como funcional o Anexo SL e porque alguns termos aparecem em vários pontos das normas ISO

Para quem está começando a estudar a ISO 9001 ou mesmo para quem estuda a norma há um bom tempo, entender os requisitos pode ser bem complicado. Afinal, há muitos termos técnicos, que se repetem em requisitos diferentes (ou ditos de forma diferente). E o anexo SL não fica fora dessa.

Um termo que é encontrado em vários momentos da norma, por exemplo, são “riscos e oportunidades”, mas há um requisito específico sobre eles, o 6.1. O que temos que fazer, afinal? 

Ou ainda, por que há um requisito que fala sobre processos em 4.4 e outro em 8.1, por exemplo? Quem ainda não conseguiu entender bem como isso funciona na prática, acaba se confundindo. 

Neste artigo, quero trazer uma visão geral sobre esse assunto, para elucidar. Então, se você ainda não entendeu nada, calma que eu explico!

O objetivo da ISO 9001

A gestão da qualidade gira em torno de aumentar a satisfação do cliente em relação ao que entregamos para ele. Isso, seja em produtos ou em serviços e, é claro, sempre considerando as necessidades e expectativas de todas as partes interessadas. Neste sentido, precisamos cuidar da produção de produtos e provisão de serviços da nossa empresa. Logo, o coração da 9001 é o requisito 8. Operação.

É na operação que tratamos de todos as entradas, saídas, processos, controles, verificações, e o que mais for necessário para a entrega de um produto conforme a especificação exigida para o cliente. Por isso, dentro do requisito de Operação, temos um verdadeiro PDCA:

  • P: 8.1 Planejamento e controle operacionais;
  • D: 8.2 Projeto e desenvolvimento de produtos e serviços, 8.4 Controle de processos, produtos e serviços providos externamente, 8.5 Produção e provisão de serviços;
  • C: 8.6 Liberação de produtos e serviços;
  • A: 8.7 Controle de saídas não conformes. 

Mas estamos falando de Sistemas

Porém, não podemos esquecer que a norma é sobre o Sistema de gestão da qualidade, e não sobre a Operação de qualidade.

Isso quer dizer que para você garantir uma operação de qualidade, você precisa cuidar de toda a gestão da empresa. Por exemplo, de nada adianta pegar os requisitos que o cliente quer para o produto, anotar em um post-it e colar na tela do computador da pessoa que vai produzir.

Você precisa garantir que haja um controle dessa informação que foi documentada, para que a comunicação seja eficaz e isso realmente reflita na produção e gestão da sua empresa.

Um sistema também precisa do seu PDCA

Provavelmente, você já ouviu falar sobre o anexo SL. Ele é uma estrutura comum entre as normas, que facilita a integração entre os sistemas de gestão, mas, acima de tudo, garante que todos os padrões ISO sejam construídos de forma lógica, em cima do nosso querido ciclo PDCA: 

  • No P (planejamento), temos os requisitos 4. Contexto da Organização, 5. Liderança, 6. Planejamento e 7. Apoio;
  • No D (Execução), temos o requisito 8. Operação;
  • No C (checar), encontramos o 9. Avaliação de desempenho; e
  • No A (agi), temos o requisito 10. Melhoria.

Sim, vendo de forma ampla, a operação é apenas a etapa de execução do sistema de gestão da qualidade. Ela é o que vamos fazer, o que vamos executar. Só que, para garantir sua execução, precisamos também planejar, avaliar e melhorar o sistema no entorno da operação.

Então operação e sistema são tratados de forma separada?

O que não podemos pensar é que, por ter seu próprio PDCA, a operação é isolada. A operação faz parte do sistema de gestão da qualidade como um todo. 

Ao definir o escopo, colocamos quais processos fazem parte do sistema de gestão da qualidade, incluindo a operação. Quando, no 4.4, formos analisar esses processos do sistema, devemos atender todos os itens descritos no 4.4.

Assim que chegarmos na análise dos processos da operação, precisamos também nos atentar ao que está escrito no requisito 8. Afinal, ele é um complemento.

Com a visão sistêmica, os itens também são sistêmicos 

Então, essa estrutura dentro do PDCA traz uma visão sistêmica, mas, ao mesmo tempo, pode deixar tudo meio bagunçado, pois os termos não estão somente em um requisito, mas sim, aparecem em vários momentos. 

Portanto, quando você ver que “precisamos controlar as saídas não conformes da operação”, no 8.7 e que “precisamos tratar não conformidades” no 10.1, lembre-se da abrangência: o primeiro, garante a produção; e o segundo garante a qualidade do sistema todo.

Quando você estiver controlando informações documentadas no 7.5, lembre-se que os requisitos que geram as informações documentadas são todos os outros, e não somente o 7.5.

A lição aqui, então, é que não podemos tratar a norma como itens isolados, pois eles têm impacto em todo o sistema. Por isso se repetem às vezes. Portanto, sintetizando tudo: Olhe a norma, sempre, com visão sistêmica!

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A QMS Certification é um organismo de certificação internacional acreditado que atua especificamente com certificação de sistemas de gestão e treinamentos de normas aplicáveis.

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