Como trazer a inovação dos posts-its para a prática?

As empresas vêm abrindo os olhos para as aceleradas transformações no mundo e começam a investir cada vez mais em novas metodologias que possam prepará-las para o futuro, como técnicas de Design Thinking e Scrum, que facilitam a busca por novas ideias e possuem um cronograma para a implementação de projetos.

Entretanto, o que continua frustrando muitas companhias são as ideias não saírem dos post-its. Tempo e esforço de diversas áreas são perdidos quando ninguém consegue criar uma organização de pensamentos capaz de colocá-los na prática.

Isso acontece porque não basta estar atento às demandas. É preciso criar uma cultura realmente inovadora. Dessa forma, treinamentos e novas metodologias podem ter um resultado parecido com o das palestras motivacionais: engajam, empolgam, mas seus efeitos não são duradouros.

Por muito tempo, fiquei pensando em como criar uma estratégia capaz de fazer com que as inovações fizessem parte da rotina das empresas, de forma sólida e sistêmica. Só assim seria possível colher frutos verdadeiros e com constância. Então me deparei com uma norma ISO de inovação, a 56002. Num primeiro momento, estranhei a ideia. Colocar tudo em “caixinhas”, acreditei, limitaria uma mente aberta.

No entanto, percebi que a própria ISO inovou. Diferentemente das outras normas, a 56002 não aponta modelos a serem seguidos, justamente por entender que a inovação é diferente para cada um. Apesar disso, ela orienta a estrutura de oito pilares para sua implementação: gestão de risco, direcionamento estratégico, liderança visionária, cultura adaptativa, resiliência, gestão de insights, gestão por processos e realização de valor. Seguir a ordem dessas fases é fundamental para o sucesso do negócio.

Em gestão de risco, a empresa avalia todo o contexto da organização, levando em consideração possíveis ameaças. Da mesma forma, avalia seu direcionamento estratégico, considerando sua origem, situação atual e planos para o futuro. É nessa fase também que entra a criação de uma cultura de inovação e, para isso, todos devem e engajar.

Só depois de muito estudo é que equipe dá início à gestão de insights. Com processos bem definidos antes e durante a geração de novas ideias, fica mais fácil desenvolver uma gestão por processos.

O mais legal é que esse processo não é nenhum bicho de sete cabeças e leva até um ano para ser concluído. Basta fazer um diagnóstico da empresa, identificando o contexto e o seu nível de maturidade em relação ao tema. Depois, envolver as pessoas, a fim de se desenvolver a cultura e o mindset inovador. Os processos são definidos por todos, de forma colaborativa.

Uma vez que todos os itens estejam implementados, é hora de validar o processo com uma empresa creditadora, a qual atesta e valida se todos os tópicos da ISO 56.002 estão implantados. Estando tudo dentro das diretrizes desses pilares, a empresa recebe um atestado de conformidade, o qual é um documento que atesta sua gestão para o futuro.

Até agora, essa me pareceu a melhor maneira de tirar as ideias dos post-its e fazer a inovação acontecer na prática. E lembre-se que, para a ISO 56.002, inovação deve ter valor de receita para a empresa – é a criatividade emitindo nota fiscal!

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A QMS Certification é um organismo de certificação internacional acreditado que atua especificamente com certificação de sistemas de gestão e treinamentos de normas aplicáveis.

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