Empresas em que a ISO 55001 melhor se aplica – e por quê?

Empresas em que a ISO 55001 melhor se aplica – e por quê?

Entenda quais empresas se beneficiam mais da ISO 55001 e como a Gestão de Ativos pode reduzir riscos, falhas, custos e interrupções. Leia agora!

A ISO 55001 é uma norma relativamente nova, nascida em 2014 e atualmente em sua segunda versão (edição 2024). Mesmo assim, é uma norma bastante importante para o mercado, e que vem ganhando popularidade ano após ano.

Ela atua em um aspecto fundamental e intrínseco de qualquer organização: a gestão de ativos. Praticamente qualquer empresa pode se beneficiar das diretrizes da ISO 55001, mas ela tem um papel especial em determinados contextos. Principalmente quando os ativos têm maior peso na capacidade de entregar conformidade e gerar valor.

Imagine, por exemplo, uma transportadora. Esse tipo de organização depende diretamente de seus ativos para fornecer os serviços. Assim, possuir uma norma orientadora como a ISO 55001 pode reduzir significativamente as interrupções de serviços, aumentar o ciclo de vida dos veículos e, de quebra, melhorar a gestão dos riscos relacionados ao uso destes ativos.

De forma resumida, organizações que contam com essa norma conseguem antecipar as falhas, otimizar a utilização dos recursos e aumentar a disponibilidade de seus ativos. Isso tudo garante mais previsibilidade e confiabilidade às operações, o que afeta mais significativamente algumas áreas.

1. Manufatura

De forma geral, a ISO 55001 faz muito sentido para indústrias manufatureiras. Afinal, seja como for, elas são geralmente compostas por linhas de produção recheadas de ativos (prensas, tornos, robôs automatizados, fornos, compressores, sistemas de refrigeração etc.).

Gerenciá-los corretamente é vital, pois quando um desses ativos apresenta uma falha, o problema pode ir muito além do custo do reparo. Uma máquina quebrada pode levar à parada total ou parcial da produção, a atrasos nas entregas, à perda de matérias-primas, a problemas de qualidade e ao aumento dos custos operacionais.

Ou seja, neste setor, as máquinas, equipamentos e instalações estão diretamente ligados à conformidade e à capacidade de produzir. Assim, a ISO 55001 pode ajudar nossas empresas a tomar decisões mais assertivas no que tange à manutenção, substituição, modernização, investimentos, riscos e até mesmo ao desempenho dos nossos ativos.

Vale ressaltar também que quanto maior o impacto dos ativos físicos na operação e nos resultados, maior é a relevância da norma. Como empresas deste setor, podemos citar:

  • Indústrias automotivas;
  • Metalúrgicas;
  • Indústrias químicas;
  • Fábricas de alimentos;
  • Indústria farmacêutica;
  • Mineradoras;
  • Empresas de papel e celulose;
  • Entre outras.

2. Logística e transportes

Já citamos isso na introdução, mas empresas relacionadas ao setor de transporte também possuem grande dependência de ativos. Dessa forma, elas são fortes candidatas à implementação da ISO 55001.

Imagine, por exemplo, ferrovias, aeroportos, portos, empresas de transporte urbano e rodoviário. Uma série de ativos precisa ser gerenciada nesses casos, desde veículos, trilhos, pontes, túneis, terminais até sistemas de sinalização, equipamentos de movimentação de cargas, sistemas elétricos e diversas outras estruturas. A depender do contexto e do porte, uma única empresa pode precisar gerenciar todos os ativos acima citados.

Agora, se pensarmos que esses ativos são responsáveis por executar a operação, fica fácil perceber que uma única falha em um único ativo pode ser capaz de “travar tudo”. Assim, um sistema de gestão de ativos (SGAT) orientado pela ISO 55001 pode ajudar a evitar atrasos, interrupções e prejuízos financeiros. Em alguns casos, o SGAT pode até mesmo evitar efeitos negativos relacionados à segurança das pessoas – principalmente no transporte de passageiros.

 

3. Serviços públicos

Mesmo que não fique óbvio logo de cara, muitos dos órgãos públicos que prestam serviços à população se beneficiariam – e muito – da ISO 55001. Organizações responsáveis por energia elétrica, água, saneamento básico, iluminação pública e outros serviços essenciais dependem diretamente de grandes redes de ativos distribuídas por todo o nosso querido Brasil.

O próprio fato, por exemplo, de nosso país possuir dimensões continentais torna um grande desafio assegurar a vida útil destes ativos. Além disso, eles geralmente possuem alto custo de aquisição e manutenção e podem causar impactos severos quando apresentam falhas. Esses ativos podem ser a diferença entre uma cidade possuir abastecimento normal ou ficar semanas sem acesso à água ou energia elétrica, por exemplo.

É justamente esse contexto que torna a gestão de ativos tão importante nesses setores. Afinal, sem ela ficamos reféns de ativos que podem ou não funcionar, podem ou não apresentar falhas, podem ou não precisar de manutenção. No entanto, a ISO 55001 nos orienta a criar um sistema que organiza ativos e necessidades, tornando possível prever falhas, realizar consertos e GARANTIR que os ativos “estarão bem” quando precisarmos deles.

 

4. Serviços diversos

Existe ainda uma quarta categoria que nem sempre é lembrada quando o assunto é a gestão de ativos: os serviços. Quando falamos de uma transportadora, os veículos são o centro da operação. Quando falamos de uma siderúrgica, os fornos são parte central da operação. Entretanto, alguns tipos de serviços não têm seu centro de foco nos ativos, mas dependem diretamente deles para funcionar.

Imagine, por exemplo, uma universidade. Os ativos podem não estar diretamente envolvidos no serviço, nas aulas ministradas pelos professores. Entretanto, diversas máquinas podem ser vitais para o funcionamento da instituição, por exemplo:

  • Elevadores;
  • Sistemas de climatização;
  • Instalações elétricas e sistemas hidráulicos;
  • Equipamentos de emergência;
  • Entre diversos outros ativos.

Em casos como estes, em que a dependência não é tão óbvia, a ISO 55001 pode ajudar a organização não só a gerenciar seus ativos, mas também a conectá-los aos seus objetivos estratégicos e à entrega de valor. Ou seja, ela pode nos ajudar a entender que uma falha em algum destes ativos pode comprometer a própria prestação do serviço.

 

Saem os ativos, entram os recursos estratégicos!

Dominar verdadeiramente os conceitos da ISO 55001 é compreender que ela nos ajuda a ir além da burocracia. Com ela, deixamos de administrar ativos apenas como bens físicos – como máquinas ou prédios avulsos – e passamos a enxergá-los como recursos estratégicos para a geração de valor.

Talvez por isso, aos poucos, o mercado esteja se conscientizado de que essa norma não atua apenas em organizações que possuem grandes quantidades de maquinários ou prédios gigantescos. Mas sim para toda e qualquer empresa que queira gerar valor, entregar seus produtos / serviços, controlar riscos e tomar decisões de investimento. 

Portanto, não importa apenas quantos ativos uma organização possui, mas o quanto ela depende deles para alcançar seus objetivos. E quanto maior for essa dependência, maior também será a importância de compreender seu desempenho, seus riscos, seus custos e todo o seu ciclo de vida.

É justamente aí que a ISO 55001 ganha força, transformando a Gestão de Ativos em uma ferramenta capaz de aproximar estratégia, operação e tomada de decisão. Porque, quando entendemos que uma máquina, uma rede elétrica, um veículo, um prédio ou até mesmo uma infraestrutura inteira são meios para entregar valor, fica muito mais fácil perceber que cuidar desses ativos não é apenas uma questão de manutenção. É uma questão de estratégia!

Foto de QMS CERTIFICATION

QMS CERTIFICATION

A QMS Certification é um organismo de certificação que teve origem na Austrália, atualmente com a matriz nos Estados Unidos e forte atuação global com presença em mais de 30 países.

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