Nova estrutura do Manual OPSS 2026 da ONA: entenda as principais mudanças

Nova estrutura do Manual OPSS 2026 da ONA: entenda as principais mudanças

Conheça algumas das principais mudanças do novo Manual OPSS 2026 da ONA e saiba como ele pode beneficiar empresas e pessoas. Leia agora!

A nova versão do Manual OPSS 2026 da ONA já está disponível e passa a valer já em 2026! Mas antes de tentarmos nos adequar, precisamos compreender o que realmente mudou. E esse é nosso assunto de hoje!

Antes, caso você não esteja familiarizado com essa norma, o Manual das Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde (OPSS) é um referencial brasileiro que estabelece padrões de qualidade, segurança e gestão direcionados a hospitais, clínicas e laboratórios. O modelo apresenta critérios técnicos utilizados no processo de acreditação, com o objetivo de aprimorar o cuidado ao paciente e fortalecer o nível de maturidade institucional por meio da melhoria contínua.

Dito isso, esse manual passa por diversas atualizações para melhorias e adequação a boas práticas. E a Organização Nacional de Acreditação (ONA) divulgou recentemente a nova versão do documento. Essa atualização traz mudanças na organização da metodologia, mantendo a essência do modelo de acreditação, mas com uma estrutura revisada e mais fluida.

Além disso, o novo manual terá validade de quatro anos e continua estruturado em quatro grandes seções principais. Cada uma delas reúne diferentes subseções e requisitos voltados à avaliação das organizações prestadoras de serviços de saúde.

Neste artigo, apresentamos um resumo da estrutura do novo manual e das principais mudanças trazidas por essa atualização. Também vale a pena assistir ao vídeo que a Aline Lima, especialista técnica da QMS, gravou para nosso canal no YouTube. Nele, ela explica cada uma das mudanças e se aprofunda no tema, contemplando outras mudanças e temas importantes. Clique abaixo e assista:

Estrutura geral do Manual OPSS 2026 da ONA

De forma geral, o Manual OPSS da ONA continua organizado em quatro sessões principais, que também correspondem aos quatro volumes da versão física do documento. Sendo elas:

  • Seção 1: Gestão Organizacional;
  • Seção 2: Atenção ao Paciente – Jornada do Paciente;
  • Seção 3: Diagnóstico e Terapêutica;
  • Seção 4: Gestão do Apoio.

Embora a divisão principal tenha sido mantida, algumas subseções sofreram alterações importantes. Assim, foram implementadas importantes mudanças na forma como a metodologia aborda determinados temas.

Mudanças na Seção 1 – Gestão Organizacional

A primeira mudança significativa aqui é que a seção de Gestão Organizacional passou por uma reorganização em relação à versão anterior do manual. Até a última edição, essa seção contava com 10 subseções, que abordavam temas como liderança, qualidade, prevenção e controle de infecção, atividades administrativas, comunicação e gestão de fornecedores e outros.

Já na nova versão, a seção passa a contar com quatro subseções principais, trazendo um olhar mais focado em aspectos relacionados a ESG — ambiental, social e governança. Algo muito bem-vindo e que acompanha discussões cada vez mais presentes no mercado brasileiro e internacional, especialmente diante das transformações sociais, ambientais e geopolíticas observadas atualmente.

Em governança, por exemplo, contaremos com temas como planejamento estratégico, gestão da qualidade, cultura de segurança do paciente e outros. Bem como, de forma geral, essa subseção aborda a atuação da liderança e as diretrizes definidas pela alta gestão para orientar a organização.

Já a subseção 1.2 passa a ser chamada de Impacto Social. Assim, nela, o manual adota o conceito de equidade em saúde como uma das propostas centrais dos requisitos apresentados. Assim, são abordados temas relacionados à inclusão justa e plena, além de ações que buscam adaptar os serviços de saúde às necessidades das populações atendidas. De forma geral, podemos dizer que o objetivo é estimular práticas voltadas à inclusão, à acessibilidade e ao reconhecimento das diferentes realidades sociais presentes no contexto da assistência à saúde.

Outra novidade interessante do novo Manual OPSS 2026 da ONA é a subseção dedicada ao impacto ambiental. Afinal, mesmo que versões anteriores do manual já tratassem de políticas e diretrizes ambientais, o novo documento traz um olhar mais direcionado para questões relacionadas à sustentabilidade e à proteção do planeta. Nesse contexto, também ganha destaque a necessidade de preparar as organizações para lidar com mudanças climáticas e eventos climáticos extremos, que podem afetar diretamente a operação dos serviços de saúde.

Mudanças na Seção 2 – Atenção ao Paciente – A Jornada do Paciente

A seção de Atenção ao Paciente continua sendo uma das partes mais centrais da metodologia da ONA. No entanto, ela traz uma das mudanças mais relevantes da nova versão do manual, uma “cereja do bolo” que faz toda a diferença na área da saúde. Assim, a principal novidade é a adoção de uma abordagem estruturada a partir da Jornada do Paciente.

Isso significa que a nova estrutura passa a considerar o atendimento a partir da perspectiva do paciente e de sua experiência ao longo do cuidado em saúde. Assim, o Manual OPSS 2026 da ONA organiza essa experiência em 6 fases. E as 6 fases da Jornada do Paciente são:

  • Fase 1: Conscientização da necessidade;
  • Fase 2: Busca por atendimento;
  • Fase 3: Chegada e acolhimento;
  • Fase 4: Atendimento e Diagnóstico;
  • Fase 5: Tratamento e Procedimentos;
  • Fase 6: Continuidade do cuidado.

Dessa forma, a partir de agora, todos os tipos de serviços de saúde elegíveis para a metodologia da ONA deverão considerar essas seis etapas. Isso, é claro, adaptando os requisitos conforme o perfil da organização e da população atendida.

Além da jornada do paciente, continuam existindo subseções específicas voltadas aos diferentes tipos de serviços assistenciais (internação, atendimento ambulatorial, atendimento de emergência, serviços de nefrologia etc). Essas subseções continuam contemplando serviços já presentes em versões anteriores do manual, além de novos serviços que passaram a integrar a metodologia.

Outra mudança importante na seção de Atenção ao Paciente é a criação de subseções específicas para Requisitos Transversais. Isso porque, nas versões anteriores do manual, alguns requisitos apareciam repetidamente em diferentes partes do documento. Agora, com o Manual OPSS 2026 da ONA, esses elementos foram reunidos em um único bloco. Além disso, a seção continua apresentando requisitos de nível 2 e nível 3, mantendo a lógica de evolução da maturidade organizacional.

Mudanças na Seção 3 – Diagnóstico e Terapêutica

A seção três continua dedicada aos serviços voltados ao diagnóstico e às terapias específicas oferecidas pelas organizações de saúde. Assim, entre os serviços contemplados estarão laboratórios clínicos, laboratórios de anatomia patológica, serviços de imagem, métodos gráficos e outros.

Entretanto, uma mudança importante nessa seção é a inclusão dos serviços de hemoterapia – que antes figuravam na seção 2 – e agora passam a integrar essa categoria por serem compreendidos como parte das práticas terapêuticas. Assim como nas outras seções do manual, também estão presentes os requisitos transversais, além dos requisitos de nível 2 e nível 3.

Mudanças na Seção 4 – Gestão do Apoio

A última seção do manual é dedicada à gestão dos serviços de apoio, fundamentais para o funcionamento das organizações de saúde. Essa seção já contava com subseções relacionadas a temas como equipamentos, infraestrutura, serviços de limpeza etc.

Porém agora, no novo Manual OPSS 2026 da ONA, outras áreas passaram a ser incorporadas a essa seção. Entre elas, podemos citar suprimentos e logística, farmácia hospitalar (no contexto de armazenamento, controle e dispensação de medicamentos), nutrição de produção e até mesmo tecnologia e segurança da informação.

No caso da farmácia e da nutrição, é importante destacar que a assistência ao paciente continua vinculada à jornada do paciente, enquanto as atividades de produção e suporte operacional passam a ser tratadas dentro da gestão de apoio. Além disso, assim como nas demais sessões, também estão presentes os requisitos transversais e os requisitos de níveis 2 e 3.

Manual OPSS 2026 da ONA – uma estrutura mais fluida para avaliação das organizações

De forma geral, podemos dizer que a nova versão do Manual OPSS mantém o conteúdo e a relevância dos critérios já utilizados na acreditação das organizações de saúde. Porém, ela vai um pouco além, trazendo novos temas e ressaltando a importância de temas antigos.

Além disso, a principal mudança está na reorganização da estrutura. Algo que busca tornar a avaliação mais fluida e melhor integrada às diferentes áreas avaliadas durante o processo de acreditação. Bem como, o Manual OPSS 2026 da ONA conseguiu manter os pontos antes abordados na acreditação, ressaltando a validade do sistema.

Por fim, com essas atualizações, a metodologia passa a apresentar uma visão mais estruturada dos processos assistenciais, das práticas de gestão e dos serviços de apoio que compõem o funcionamento das organizações prestadoras de serviços de saúde. Continuamos focados na saúde tanto dos pacientes quanto das organizações de saúde, mas agora com ainda mais foco.

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