As metas de segurança do paciente são um assunto sério quando falamos da saúde. Isso porque elas direcionam os esforços das organizações e nos ajudam a focar no que realmente importa: as pessoas que estão sendo cuidadas!
Nesse sentido, existem diversos protocolos instituídos pelo Ministério da Saúde brasileiro para orientar nossos processos. Assim como existem metas internacionais voltadas à segurança do paciente – falaremos mais sobre isto à frente. Porém, independentemente da origem das diretivas, o objetivo é trazer maior segurança, maior qualidade no cuidado e garantir que o paciente saia melhor do que entrou nas instituições.
Por isso, hoje, falaremos sobre 3 metas de segurança do paciente essenciais para nossas empresas. Elas não são as únicas, mas podem assegurar ótimos resultados. Além disso, vamos entender um pouco mais sobre as metas da Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a Joint Commission International (JCI). Dito isto, vamos ao conteúdo!
1ª Meta – Identificação Correta do Paciente
Imagine ministrar um determinado medicamento no paciente errado ou levar à cirurgia um paciente que está apenas tratando uma virose? Grave, não é? Por isso, o primeiro passo para um cuidado de qualidade é garantir que sabemos quem são nossos pacientes.
Para isso, o mais importante é que a organização tenha ferramentas eficazes para realizar de forma adequada a identificação do paciente, seja por meio de pulseira, etiquetas e até mesmo por identificação verbal (por meio da conferência verbal).
Nesse sentido, o recomendado é utilizar no mínimo dois identificadores, sendo os mais comuns o nome completo e a data de nascimento do paciente. Em complemento, outros identificadores podem ser utilizados e são muito úteis, tais como nome completo da mãe, número do atendimento ou número de prontuário.
De qualquer maneira, é fácil perceber por que esta é a 1ª das metas de segurança do paciente, pois ela tem potencial de refletir em todas as outras ações de assistência e cuidado ao paciente! Sem a correta identificação, nada será possível.
2ª Meta – Comunicação Efetiva na Organização
Se por um lado precisamos conhecer bem nosso cliente, por outro precisamos nos assegurar de conseguir transmitir isso dentro da instituição de saúde. Por isso, nossa segunda meta corresponde a garantir uma comunicação entre os profissionais de saúde envolvidos no tratamento.
Essa é uma das metas de segurança do paciente mais desafiadoras, pois a comunicação é um grande problema dentro das organizações no geral. Afinal, estamos cada vez mais imersos em quantidades exorbitantes de informação, além de problemas comuns e específicos da área da saúde. Por exemplo, devemos fazer a comunicação verbal ou por telefone de resultados críticos? E como assegurar isso? E no caso de exames de imagem, o resultado por telefone ainda é válido?
E mesmo internamente, quando o paciente é transferido de um setor para outro, ainda assim devemos utilizar ferramentas padronizadas para garantir que todos os registros relevantes sejam realizados corretamente. Que tudo seja passado em diante, assegurando que tratemos corretamente as pessoas.
Para isso, é essencial fazer uso de ferramentas padronizadas, bem como assegurar a própria padronização de registros e a comunicação na transição do cuidado. Comunicação é essencial em qualquer empresa, mas quando estamos falando da saúde ela pode ser a diferença entre a vida e a morte!
3ª Meta – Segurança dos Medicamentos
Em muitos casos, a saúde e o bem-estar de um paciente não se resume a cuidados assistenciais, como curativos, mudança de decúbito ou higiene geral. Ela também está diretamente ligada a ações farmacológicas, ou seja, a remédios e medicamentos no geral.
Assim, nossa terceira meta está relacionada a melhorar a segurança dos medicamentos, principalmente os de alta vigilância (ou potencialmente perigosos). Esses medicamentos são aqueles que têm risco elevado de causar efeito adverso, inclusive óbito, caso haja administração incorreta. Sendo assim um aspecto sério e sensível do cuidado em saúde.
De forma geral, essa meta envolve melhorar todos os processos relacionados à prescrição, uso e administração desse tipo de fármaco. Vale frisar, também, que no Brasil essa meta se estende a todos os tipos de medicamento.
OMS e JCI – a origem das metas de segurança do paciente
Essas metas têm origem na parceria de duas das maiores organizações mundiais quando o assunto é saúde e segurança do paciente: a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a JCI (Joint Commission International – uma das acreditações mundiais mais antigas da área).
Por volta dos anos 2000, essas instituições fizeram um estudo para entender os principais eventos e incidentes que aconteciam ao redor do mundo e que atingiam negativamente os pacientes nas organizações de saúde. Mais tarde, por volta de 2004, a OMS estabeleceu a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente e, baseada no estudo, surgiram as 6 metas internacionais de segurança do paciente.
Além disso, essa aliança propiciou a criação de diversas ações e objetivos que perduram até hoje. Tudo isso com diversos movimentos e ações acontecendo anualmente para estimular as organizações à segurança do paciente.
Conheça as 6 metas internacionais de segurança do paciente
No artigo de hoje, abordamos 3 metas essenciais. Mas se você quiser conhecer todas elas e ainda ver mais dicas sobre o assunto, convidamos você a assistir um vídeo completo e gratuito no nosso YouTube.
Lá, a Aline Lima, representante técnica da QMS, abordou todas as metas, explicando cada uma delas e dando dicas sobre o conteúdo. Para assistir, basta clicar abaixo:
Metas de segurança do paciente: a chave para salvar vidas!
Quando falamos em metas de segurança do paciente, não estamos tratando apenas de protocolos, exigências regulatórias ou critérios de acreditação. Estamos falando diretamente de responsabilidade, compromisso e, acima de tudo, de propósito! Somos nós que decidimos se a segurança será apenas um item em uma planilha, um jargão, ou um valor inegociável dentro da nossa cultura.
Afinal, ao estruturarmos processos para identificar corretamente o paciente, garantir uma comunicação efetiva e assegurar o uso seguro de medicamentos, não estamos apenas evitando falhas, estamos construindo confiança! E confiança, na área da saúde, é um ativo poderoso. Ela fideliza pacientes, fortalece a reputação institucional, reduz retrabalhos, minimiza eventos adversos e, consequentemente, reduz custos.
Dessa forma, unimos cuidado e sustentabilidade organizacional. E assim, percebemos, então, que segurança e sustentabilidade financeira não caminham em direções opostas. Pelo contrário, quando prevenimos erros, evitamos desperdícios, processos judiciais, glosas e danos à imagem. Bem como, quando padronizamos e fortalecemos nossos sistemas, aumentamos eficiência. Portanto, e acima de tudo, quando protegemos vidas, protegemos também o futuro de nossas instituições!





